A experiência de uma perda gestacional é profundamente dolorosa. Quando ela se repete, o luto se mistura a um turbilhão de dúvidas e medos, sendo a principal delas: “Será que um dia conseguirei ser mãe?”. A preocupação sobre como o aborto de repetição pode afetar a fertilidade é válida e muito comum.
A resposta direta é: depende da causa e de como cada caso é conduzido.
Um histórico de perdas não é uma sentença de infertilidade, mas sim um sinal importante de que seu corpo precisa de uma investigação aprofundada e de um cuidado especializado para que a gestação possa evoluir de forma saudável.
👉 O Que Define o Aborto de Repetição?
Clinicamente, o quadro de aborto de repetição (ou perda gestacional recorrente) é definido quando a mulher sofre três ou mais perdas gestacionais consecutivas antes da 20ª semana.
É fundamental entender que este é um diagnóstico que aponta para a necessidade de investigação, e não um rótulo definitivo. As causas por trás dessas perdas são diversas e, na maioria das vezes, tratáveis.
Investigando as Possíveis Causas do Aborto de Repetição
O primeiro passo para superar esse desafio é descobrir sua origem. Um especialista em fertilidade irá conduzir uma investigação detalhada para analisar fatores como:
- Alterações Genéticas: Anormalidades cromossômicas nos embriões são a causa mais comum de abortos, sendo muitas vezes eventos pontuais e não herdados.
- Problemas Uterinos: Alterações na anatomia do útero, como septos, miomas submucosos ou sinéquias (cicatrizes), podem dificultar a implantação do embrião ou o seu desenvolvimento.
- Doenças Autoimunes: Condições em que o sistema imunológico da mulher ataca suas próprias células, podendo interferir na gravidez, como no caso da Síndrome Antifosfolípide (SAF).
- Distúrbios Hormonais: Deficiências hormonais, como a de progesterona, ou desequilíbrios na tireoide podem não oferecer o suporte necessário para a manutenção da gestação.
- Trombofilias e Alterações Imunológicas: Condições que aumentam a tendência à formação de coágulos (trombofilias) podem comprometer a circulação na placenta, enquanto fatores imunológicos podem levar à rejeição do embrião.
Então, Qual a Relação com a Fertilidade?
A conexão é direta: quando essas causas não são identificadas e tratadas, elas podem, sim, impactar a fertilidade e continuar dificultando uma nova gestação. Um mioma que atrapalha a implantação continuará sendo um obstáculo se não for tratado. Um distúrbio hormonal não corrigido seguirá afetando a sustentação da gravidez.
Portanto, não é o aborto em si que causa a infertilidade, mas sim a condição subjacente que levou às perdas.
🌿 A Boa Notícia: Há um Caminho de Esperança
Com um diagnóstico completo e um acompanhamento especializado, é totalmente possível identificar o motivo das perdas e traçar uma estratégia para restaurar suas chances de ter uma gravidez saudável e levá-la até o fim.
A boa notícia é que, para a maioria das mulheres, o aborto de repetição não impede novas tentativas. Ele funciona como um alerta, mostrando que o corpo precisa de um olhar mais atento e de um tratamento personalizado antes de tentar novamente.
Na CRAD, entendemos a delicadeza dessa jornada. Nossa abordagem foca em uma investigação minuciosa para oferecer as respostas que você precisa e o tratamento que sua história merece.
Se você está em Dourados/MS e vive essa angústia, saiba que você não está sozinha. Buscar ajuda especializada é o primeiro passo para transformar a incerteza em esperança.
Dra. Isabela Siqueira Ginecologista Especialista em Fertilidade em Dourados/MS CRAD – Clínica de Reprodução Assistida de Dourados

